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SOLIDÃO EM ESTADO ABSOLUTO
Não consigo parar de chorar - e não é um choro à toa, daqueles que brotam dos olhos e se derramam lentos pelas faces. É choro de alma! É pranto que lenço nenhum pode enxugar e para o qual nenhuma palavra serve de consolo.
Eu choro pelas “mudas respostas”, pelo seu retorno que não veio. Mas não pela falta de retorno em si. Choro, com o corpo inteiro, pelo que essa falta de retorno representou: a total incapacidade de me fazer compreender!
Pelo fato de escrever bem - dito por você - atingi seu intelecto, mas não alcancei sua emotividade. Seu coração ficou de fora - frio - como se o que escrevi durante quase quatro anos, fora destinado a outra pessoa e, casualmente, tivesse sido lido por você. Não o emocionei! Não toquei seus sentimentos! Escrevi em vão!
Após ter sugerido por várias vezes que eu reunisse meus escritos, acabei por acatar sua idéia: realizei-a e a devolvi, concretizada, neste livro, sob forma de homenagem. Foi só o que consegui: prestar-lhe uma homenagem.
Quando tudo ficou pronto: prosas e poesias selecionadas, organizadas em uma seqüência que finalmente me satisfez, formatadas, presas em uma encadernação e enviadas a você, restou-me um vazio. Encerrou-se, de forma frustrada, sem atingir seu principal objetivo, uma etapa da minha vida. A mais emocionada de todas!
Eu lhe disse em uma antiga carta que a falta de compreensão de nossos sentimentos mais profundos é a solidão em seu estado absoluto.
Essa solidão está doendo em mim. Se meu coração fosse extirpado e, por algum milagre, eu continuasse viva, a dor dessa mutilação não seria tão insuportável quanto a dor intangível que sinto agora - e meu peito não estaria mais vazio do que se encontra no momento.
Mesmo neste instante em que escrevo com a essência dos meus sentimentos feridos, pressinto que não serei compreendida - e a dor, ainda mais doída, parece que nunca vai conseguir chegar a seu limite.
Essa solidão de idéias não vai acabar mais... vai sangrar muito... vai virar hemorragia... e vai deixar minha vida mais pálida do que já é.
Um dia, solitária e exausta, minha alma cruzará, incompreendida ainda, o portão triste e sem volta que encerra uma existência.
Escrito por Tere às 07h44
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CHICO BUARQUE DEFINE SOLIDÃO
"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo....Isto é carência! Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade! Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos.... Isto é equilíbrio! Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... Isto é um princípio da natureza! Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado.... Isto é circunstância. Solidão é muito mais do que isto... S O L I D Ã O é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma".
Escrito por Tere às 07h38
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ATIVIDADE:
REVISÃO e CORREÇÃO
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Obs: Reviso e corrijo também por e-mail; portanto, não importa onde você esteja. Se houver necessidade de interurbanos, esses ficarão por minha conta.
Preços a combinar, dependendo da complexidade e extensão do trabalho, variando entre R$6,00 e R$ 10,00 a lauda. Enviar com antecedência.
Contato:
Terezinha Sarmento e-mail: tslinguas@uol.com.br
Escrito por Tere às 07h33
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Mini Curriculum
Terezinha Sarmento
Professora,escritora e revisora de textos
Graduação em Letras Português – Inglês
Especialização em Língua Inglesa
Pós-graduação em Letras Português – Inglês
Obra publicada: mudas respostas (prosas e poesias)
Litteris Ed. 1998 – 1ª ed.ESGOTADA
Escrito por Tere às 07h29
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